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Publicado em 03 de jul. de 2025 · Atualizado em 03 de jul. de 2025 · Leitura: 0 min
por Vanessa Fagundes

Pesquisadores do Estado ficaram entre os primeiros lugares em todas as categorias da premiação

Seis profissionais ligados a universidades sediadas em Minas Gerais foram reconhecidos com o Prêmio Confap de Ciência, Tecnologia e Inovação – Professor Ennio Candotti (4ª Edição). A cerimônia de premiação aconteceu hoje (3), como parte da programação do 68º Fórum do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), que está sendo realizado na cidade de São Paulo (SP).

Assista aqui à transmissão pelo canal do YouTube.

A premiação, que teve sua primeira edição em 2021, busca reconhecer a atuação de pesquisadores(as) que se destacaram em pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação, cujos resultados tenham contribuído para a produção de conhecimento e beneficiado direta ou indiretamente o desenvolvimento e o bem-estar das populações brasileiras. Também existe uma categoria que reconhece a atuação de profissionais de comunicação que, por meio do jornalismo científico, tenham contribuído para aproximar a ciência, a tecnologia e a inovação da sociedade.

“O Prêmio Confap valoriza pessoas que ‘fazem’. Parabéns a todos os finalistas, que já são vencedores”, saudou o presidente do Confap, Márcio de Araújo Pereira, também presidente da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect).

“O Prêmio Confap traz uma proposta interessante: a valorização do pesquisador. A gente costuma valorizar a pesquisa, mas é preciso reconhecer aquela pessoa que, de maneira consistente, desenvolve um tema relevante e dedica sua trajetória, sua carreira, a esse avanço do conhecimento”, destaca Carlos Arruda, presidente da FAPEMIG.

Trabalho reconhecido
Minas Gerais foi destaque, com premiados em todas as categorias. Para Arruda, isso reflete o que é Minas Gerais – um polo de desenvolvimento científico muito relevante e significativo para todo o Brasil.

Robson Augusto Souza dos Santos, da Universidade Federal de Minas Gerais, ficou em primeiro lugar na Categoria Pesquisador Destaque – Ciências da Vida. O tema de estudo do professor Robson Santos são os peptídeos angiotensina, que são hormônios com grande impacto sobre a regulação cardiovascular e a fisiopatologia de várias doenças, em especial as cardiovasculares – causa número um de morbimortalidade no mundo e em nosso País.

Maria das Graças Cardoso, da Universidade Federal de Lavras (Ufla), ficou em segundo lugar na Categoria Pesquisador Destaque – Ciências Exatas. A pesquisadora vem desenvolvendo trabalhos há mais de 26 anos voltados para a qualidade e segurança alimentar, com foco mais recente na cadeia produtiva de cachaça a partir da cana-de-açúcar vinculado à agricultura familiar.

Andréa Luisa Zhouri Laschefski, da Universidade Federal de Minas Gerais, foi reconhecida com o segundo lugar na Categoria Pesquisador Destaque – Ciências Humanas. Dentre suas pesquisas, destacam-se estudos sobre o licenciamento ambiental de hidrelétricas, que permitiram analisar as desigualdades socioambientais produzidas neste contexto, apontando o subdimensionamento dos impactos, a invisibilização da população atingida e as insuficiências dos mecanismos de participação social.

João Marcos Madurro, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), recebeu o segundo lugar na Categoria Pesquisador Inovador – Setor Privado. Ele estuda o desenvolvimento de biossensores para detecção de doenças que impactam a população brasileira, visando possibilitar o diagnóstico precoce, bem como contribuir no estadiamento e no monitoramento do paciente, antes e após o início da doença.

Maria Elena de Lima Perez Garcia, da Faculdade Santa Casa de Belo Horizonte e da Universidade Federal de Minas Gerais, ficou em primeiro lugar na Categoria Pesquisador Inovador – Setor Público. Maria Elena desenvolve estudos que exploram o potencial das peçonhas animais, destacando-se a da aranha armadeira, Phoneutria nigriventer, para o tratamento de doenças e disfunções, que culminou, entre outros, em peptídeos sintéticos, que são menos tóxicos, menos onerosos, mais simples e ativos, e com potencial terapêutico.

A jornalista Diélen dos Reis Borges Almeida, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), ficou em primeiro lugar na categoria Profissional de comunicação. Ela é repórter da editoria Comunica Ciência do portal Comunica UFU, uma das criadoras e integrante da equipe que produz o podcast Ciência ao Pé do Ouvido, além de ter participado da construção da Divisão de Divulgação Científica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que cotidianamente publica conteúdos jornalísticos sobre ciência e tecnologia em diferentes mídias e estimula outras formas de divulgação científica na mesorregião do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, em Minas Gerais.

Premiação
Os agraciados da Etapa Nacional receberão certificados de premiação, troféus e premiação financeira. Os classificados em cada categoria/subcategoria no primeiro lugar receberão R$10 mil; em segundo lugar R$6 mil; e em terceiro lugar R$3 mil. Nesta quarta edição, a premiação financeira total será de R$114 mil.

Em sua 4ª edição, a premiação nacional promovida pelo Confap tem patrocínio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI) e apoio da Coordenação de Execução e Difusão de Prêmios Nacionais e Internacionais em CT&I (COEDP/CGITC) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Nas três edições anteriores (2021, 2022 e 2023), o CONFAP premiou 45 pesquisadores(as) com atuação em diferentes áreas do conhecimento e nove profissionais de comunicação com atuação no jornalismo científico. (Veja a lista de agraciados em todas as edições no link).

(Com informações da Agência de Notícias do Confap. Foto: Kennedy Barros/Divulgação Confap)

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